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Mãe do Martim

Mãe do Martim

Comia tão bem...

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Até aqui, o Martim era uma criança que comia muito bem, desde a sopa, ao 2º parto, até fruta. Antes de ir para a cama ainda bebia o seu leitinho.

Era maravilhoso neste aspeto! Na entrada dos dois anos começou a deixar de comer, quando digo deixar de comer, é mesmo recusa completa de qualquer refeição.

 

Ao início, ainda pensamos que poderia estar associado ao romper de algum dentinho, alguma dor que desconhecíamos, alguma indisposição.

Mas os dias passam e o Martim continuava na mesma.

 

Chegamos a conclusão que o Martim está a passar pela denominada anorexia fisiológica (não confundir com anorexia nervosa, uma doença do comportamento alimentar).

 No caso particular das crianças no 2º ano de vida, a anorexia é fisiológica, ou seja, tem razões fisiológicas e como tal é normal.

 

 

Entre o primeiro e o terceiro ano de vida, as crianças experimentam um crescimento muito rápido, em peso e altura, que abranda por volta dos dois anos. Durante este período, as necessidades nutricionais adaptam-se ao ritmo de desenvolvimento dos bebés, existindo por isso uma natural diminuição do apetite.

 

Nestes casos, os especialistas aconselham a não forçar a criança a comer mais do que a quantidade pela qual a criança manifesta interesse ou vontade.

 

O que devemos fazer?

-Não cair no erro de dar compensações ou recompensas. “Se comeres a carne, dou te um chupa”.

-Envolver as crianças na preparação das refeições.

– Elogiar a criança sempre que esta demonstra vontade ou interesse em experimentar um prato/ingrediente novo.

-Não permitir que vá petiscando no intervalo das refeições.

- Manter a rotina do horário das refeições. A hora da refeição deve ser partilhada em família, todos sentados na mesma mesa.

- Evitar distrações durante as refeições, evitar os tablets, a televisão.

 

No caso do Martim nestes últimos dias tem tido altos e baixos, refeições que come tudo e repete, como refeições que se recusa a comer tudo.

É uma fase definitivamente complicada, mas o importante é respeitar esta nova fase que faz parte do desenvolvimento e manter a calma.

 

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Birras e mais birras!

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Martim fez dois anos e começaram as birras.

Ultimamente as birras são para tudo! Birras para sair de casa, birras para vestir, birras para tomar banho… birras e mais birras!

 

Todos os dias temos uma birra, que maravilha!

 

Antes de ser mãe olhava paras as outras crianças e dizia que quando tivesse um filho, nunca iria deixar fazer uma birra, muito menos num local público. Acha que a culpa era dos pais, eram demasiado brandos, que mimavam muito os filhos.

 

Devia era ter estado calada!

 

Confesso que é das piores coisas da maternidade. Deixa me cansada e muitas vezes sem paciência.

No entanto acho que já não me faz tanta confusão, as birras fazem parte do desenvolvimento e apreendo todos os dias a lidar com elas.

 

São importantes para o desenvolvimento de crianças saudáveis. Considero este ponto importante para as pessoas que ficam escandalizadas com a birra de uma criança.

 

Considero que as crianças têm de saber lidar com as suas frustrações, e nesse ponto é importante não ceder as birras, mas sim lidar com elas da melhor forma que posso.

 

Como lido com as birras do Martim? Primeiro de tudo dou lhe espaço, isto é, deixo fazer a birra, deixo extravasar sua raiva ou frustração.

Seja em casa ou no supermercado, já não me faz diferença, estou imune aos olhares alheios!

O engraçado é que muitas vezes o Martim levanta-se do chão e diz “já passou”!

 

Quando não resulta este espaço tento distraí-lo com alguma coisa, algo que lhe tire o foco da birra, mostro-lhe um brinquedo, um livro, qualquer coisa que o distraia.

 

Uma coisa que considero importante é manter a calma, não entrar na onda da birra, não vale a pena levantar a voz ou pegar ao colo. Quero acalma-lo e não ser fazer parte da bola de neve que se pode tornar uma birra!

 

No nosso caso tem resultado dar-lhe espaço. Todas as crianças são diferenças, por isso o que resulta com Martim pode não resultar com outras crianças.

 

Esta é a minha forma de lidar com esta fase do desenvolvimento do Martim, faço o melhor que posso e sei que ainda tenho um longo caminho pela frente.

 

 

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